FANDOM


Bernard Huntington
Noble
Avafundnoble
Informações
Nome Completo Bernard Gifford Huntington
Nascimento xx de xxxx de 1460
Varinha Varinha
Habilidades Especiais Nome do Fundador
Sangue 5
Família Norte
Hobbies Vermelho e Dourado


Nascido em 1460, filho de Jacques e Louise, casados por interesse, Bernard Gifford Huntington foi concebido para ser mais um peão no jogo de poder dos pais. Sua personalidade, no entanto, desenvolveu-se de maneira a ignorar o poder, influência e jogos do tipo; apenas fazer o que seu coração e sua justiça mandavam, realizar seus sonhos. Assim, ele e a família formavam uma situação praticamente paradoxal.

Quando completou a idade necessária para o início dos estudos, foi mandado para o Centro Estudantil Bruxo Parisiense, considerado na época como a melhor instituição de educação mágica da Europa. Lá, entendeu, finalmente, o quão ruim era a sua família, ao conviver com crianças proveninetes de outras. Entendeu a situação de seus colegas, que nem todos podiam ser como ele no quesito dinheiro. Ao contrário do que os pais queriam, ele viu o quanto tinha para crescer como pessoa e como bruxo.

À medida que se soltava e se abria para os outros, acabava atraindo mais e mais gente, formando logo um círculo de bons amigos e uma vasta lista de conhecidos. Os colegas diziam que ele possuía uma energia tão forte, como se fosse uma aura de carisma, que fazia com que as pessoas tivessem vontade de conhecê-lo, ou que simpatizassem com o garoto logo no primeiro encontro. Também, sua confiança em si mesmo e nos outros, somada a sua coragem, passavam uma idéia de segurança que era reconfortante para a maioria das pessoas. Logo, ele se tornou consciente do mundo a seu redor, da existência da inquisição e das mortes que ela operou. Percebeu como havia sido manipulado, como tinha idéias erradas, como era mimado. Nunca lhe faltara nada e ele sempre pedia mais; não pensara que havia pessoas que tinham muito menos, mas que vivam felizes.

Voltou para casa transformado. Ir para casa tornava-se um martírio; o Centro, o paraíso. Quando se formou, havia se tornado um homem excepcional, ou pelo menos digno de respeito. Terminou os estudos como o melhor aluno em Ilusões, conseguindo enganar até o próprio professor, quando criara uma ilusão de si próprio para poder gazear as aulas com mais tranqüilidade. Tornou-se ótimo em feitiços e em Defesa Contra as Artes das Trevas. Ele não estudava muito e não se esforçava para os estudos; simplesmente tinha mais aptidão para essas áreas (tanto que, nas outras matérias, era quase uma negação). Como pessoa, também mudara muito. Tornara-se consideravelmente bonito, politicamente contestador e incrivelmente valente. Do garotinho alienado, virara alguém com conhecimentos gerais sobre tudo, uma pessoa boa para manter uma conversa. Ainda era bravo, cativante, transparente, de caráter firme, com princípios, cheio de honestidade e simplicidade – um líder nato. Seu único defeito e fraqueza eram as mulheres – ele era mulherengo por natureza.

Voltou a Royan decidido a se tornar o auror que queria. Quando Jacques e Louise viram que não havia mais chances de mudá-lo, tentaram chantageá-lo. O garoto não se deixou levar, e acabou por romper relações com os pais. Saiu de casa com um pouco de dinheiro, uma mala e um coração cheio de expectativas, determinado a se tornar um auror, seu grande sonho.

Mas o mundo era diferente, e nada era tão fácil. Sua única sorte era que, por carregar o nome Huntington, a Inquisição não o perseguia. Começou a trabalhar em Bordeaux, ser mal remunerado, num emprego qualquer; passou a dar mais valor ao dinheiro do que dava antes, mas não o considerava nada mais do que uma fonte de sobrevivência. Porém, acabou indo buscar emprego em Toulouse, onde havia mais chances. Durante o percurso, que durara alguns dias, Bernard conhecera muita gente e ajudara alguns bruxos a fugirem da Inquisição, e foi dali que seu nome começou a ficar famoso, como um homem bondoso e digno, que nada pedia em troca de seus favores além da amizade.

Em Toulouse, Bernard teve sua primeira chance verdadeira para chegar a seu sonho. Tendo seu primeiro contato com o Ministério da Magia francês, ofereceram-lhe o trabalho de bruxo mensageiro. Trabalhou vários meses no Ministério, estabelecendo fortes amizades. Depois foi a Lyon, onde tornou-se ajudante de auror, Paris, onde foi nomeado auror assistente, e, posteriormente, auror.

Numa das missões como auror assistente ele conheceu Noèlle Talbot. Ela era uma bela garota, de feições infantis, mas que apresentava uma maturidade sem igual. Filha de pais trouxas, eles não renegaram-na quando viram a mágica existente nela: ao contrário, protegeram a menina o máximo que puderam. No meio da missão, quando Bernard teve tempo de olhar para a garota, sentiu que ela era a mulher de sua vida, e nunca mais teve atração por outras mulheres.

Levaram-na para o refúgio de bruxos do Ministério, que era onde Bernard também estava instalado. Ele decidiu não pressioná-la demais, deixando as coisas fluírem mais naturalmente. Felizmente, ela também correspondia ao sentimento de Bernard. Começaram a namorar, e ele foi ensinando-a tudo o que sabia, e vice-versa. Tornou-se parceira de Bernard no trabalho quando este foi promovido a Auror, e eram conhecidos como o casal/dupla mais eficiente do Ministério. Nessa época, ainda eram jovens na flor da idade.

No ano de 1495, Noèlle e Bernard oficializaram sua união, tendo no mesmo ano um filho. Continuaram trabalhando normalmente, talvez até mais eficientes do que antes. Mas o ponto de vista de Bernard mudou graças à criança; com um filho que já dava os primeiros sinais de poder mágico, ele se alertou ao perceber que não havia mais nenhuma escola de magia. Além disso, aumentavam os casos de perseguições a crianças, que acabam libertando o seu poder em casa por não terem controle, e assim sendo praticamente um chamariz a problemas. Bernard adotou essa causa, iniciando um verdadeiro movimento para a criação de um novo centro estudantil.

Reuniões com o ministro começaram a ser feitas, e oficialmente eram conhecidos quatro bruxos que mais se interessavam pelo assunto – Bernard Huntington, Gaspard Levesque, Artèmise Mandeville e Amandine Feullière. Muitas idéias surgiram, até que, em 1500, foi estabelecido que uma nova escola iria ser criada. O local escolhido fora a ilha de Beauxbatons, na epoca habitada apenas por bruxos, da qual poucos navegantes tinham conhecimento. Os responsáveis seriam os quatro bruxos que haviam lutado por esse ideal, e que também eram quatro bruxos famosos nacionalmente. Assim, todos foram para a ilha, iniciando sua reconstrução e adequação, para torná-la a melhor escola de magia que já existira.

Como cada um dos quatro tinha uma área de especialização, não foi difícil determinar o que iriam fazer; Bernard, por seu ótimo trabalho como auror e ilusionista, ficou encarregado com a proteção da ilha e do castelo. Lançou, na ilha e num raio de dez quilômetros em volta dela, uma ilusão tão forte que qualquer um que não fosse bruxo não seria capaz de enxergá-la. Com outros feitiços, fez com que os trouxas que passassem por ali fossem automaticamente transportados para o outro lado, sem conseguirem chegar até a ilha; protegeu o castelo com milhares de feitiços, coisas que lhe consumiram alguns meses de trabalho. Mas, enfim, terminaram.

O lugar estava finalmente pronto, e bastava apenas decidirem qual sistema de educação iriam adotar. Haviam combinado de se reunirem com o ministro para discutirem o assunto, e esperavam sua chegada. Bernard vivia feliz; seu sonho havia se realizado e eles estava casado com a maior mulher do mundo, e tinha um lindo filho. Então, inesperadamente, Noèlle recebeu uma mensagem do Ministério. Era uma armadilha, e ele descobriu, uma semana depois, que a mulher havia sido assassinada pela Inquisição Bernard sentiu como se o seu coração fosse arrancado de seu peito; apesar disso, respirou fundo e seguiu em frente – Noèlle não o quereria deprimido para sempre. Após a reunião com Louis, Bernard decidiu separar uma torre para fazer uma casa própria, na qual valorizaria, acima de tudo, a dignidade, o caráter e a coragem, qualidades que ele possuía e que achava fundamentais. Para cor, escolheu vermelho e dourado, cores que para ele passavam as ideais características da casa... E também, as cores preferidas de Noèlle.

Após cada um dos quatro ter estabelecido suas características, os alunos começaram a ser aceitos e separados de acordo com suas personalidades. A rixa entre Amandine e Bernard acabou por ser passada para suas respectivas casas, e a rivalidade passou a ser o sentimento principal entre Noble e Perséverér. Bernard permaneceu como professor de Ilusões o máximo que pode, criando seu filho com espetacular dedicação. Morreu anos depois, numa armadilha da Inquisição, mas seu nome ficou conhecido para sempre, como um homem que amou demais, viveu demais e lutou, até o fim.

Ver também