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Biografia

1600, época da pirataria. Nascia Edmond Baltar, no seio de uma família de pescadores numa cidadezinha do litoral da França. O jovem Edmont cresceu ouvindo as famosas “historias de pescador”. Aprendeu a se dar bem na vida “pedindo emprestado” coisas a pessoas mais “afortunadas”, a trapacear num jogo de cartas, a encher a cara de vinho e, principalmente, a fazer galanteios para as mulheres formosas. Com apenas 13 anos embarcou na sua primeira grande aventura num navio pirata. Passou muito tempo esfregando o chão do porão até que subiu de posição e chegou até a ser o braço direito do capitão [ou pelo menos na mente dele isso aconteceu, vai saber se é verdade!]...bom, isso até o dia da “tragédia”.

Ed avy
Edmont, agora um fantasma, gosta de contar para todos uma versão própria da historia de como ele ficou com uma memória tão ruim, como a que ainda possui hoje em dia. A sua versão da historia envolve uma furiosa briga entre grupos rivais, em que ele foi a principal estrela para proteger uma bela moça em perigo. A verdadeira historia...essa é outra muito diferente e bem menos complicada. Aconteceu num dia ensolarado em que o jovem Edmont de 17 anos resolveu que seria legal ver a vista panorâmica do topo de uma vela do navio. O resultado não foi muito famoso: acabou escorregando e dando de bunda – e de tudo o resto – no chão, batendo fortemente com a cabeça, fazendo-o desmaiar por algumas horas e acordar ainda vendo estrelas.

Quanto acordou notou que nem se lembrava do próprio nome e ainda demorou uns dois anos para que soubesse que era um francês legitimo filho de dona Julieta e Armand Baltar. Mas tudo bem, a vida prosseguiu, mesmo com uma memória fraca. E foi essa memória fraca que conduziria, inevitavelmente, à sua morte com apenas 21 anos. Estavam atracados em Beauxbatons, na época uma ilha nada recomendável a homens de bem. Como disse acima sua memória já não era muito legal, imaginem então quando Edmond resolvia encher a cara? Pois é, tragédia! Esqueceu que não podia contar que seu navio e seu capitão levavam um tesouro incalculável. Esqueceu também que não deveria revelar a rota que tomariam no dia seguinte. Enfim, foi quase um Judas! Mas coitado, ele sofria de uma doença grave! Um cérebro calejado + bebida alcoólica nunca dá certo, não é mesmo?

Foi assim que outros piratas ficaram sabendo como e onde encurralarem o navio aonde ia Edmond e roubar o tesouro. Ah sim, devo dizer que antes de embarcar naquela fatídica manhã de 7 de Julho de 1621 Edmond chegou a esconder algo de “muito valioso” – segundo ele próprio – nos terrenos de Beauxbatons...mas quem disse que ele se recorda do lugar? Mas como eu ia dizendo...o navio em que ia acabou por ser atingido por balas de canhões. Muitos morreram, incluindo o próprio Edmond. O irônico disso tudo é que não tinha nenhum grande tesouro no navio...havia sido tudo uma armadilha de sua memória em junção com um sonho estranho e muito vinho. Sim, ele morreu sem gloria e por um motivo besta. Mas alguém aí pensa que é esta é a história que ele conta? Ou mesmo que é dessa parte que ele se recorda? Para Edmond tudo foi tudo uma grande aventura em que ele, claro, foi um herói. Prova disso é que, após seu corpo dar à costa e anos depois quando já era um fantasma familiarizado com os ambiciosos alunos da restaurada escola de magia de Beauxbatons, os Persévérers, pediu para que um grupo deles – bem, na verdade “comprou” um grupo deles - movesse sua campa da área comum do cemitério para a zona dos heróis. Lá está escrito:

“Aqui jaz Edmond Baltar, um grande navegador dos 7 mares. Pilhou, bebeu, comeu, lutou e venceu. Morreu heroicamente, como capitão, protegendo seu navio.”

Então ta né...

Hoje ronda os corredores, dando em cima das garotas e enchendo a orelha dos alunos de historias fabulosas de tesouros fantásticos. Hora ou outra leva um grupo deles – sempre os seus preferidos, os alunos da casa cinza – em alguma aventura pela ilha. Infelizmente sua memória continua péssima, e vez ou outra é vitima da fúria dos alunos quando acaba por dedurá-los, sem querer, a algum professor-chefe.

Ver também