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A Criação de Avalon

Chambord

Castelo de Beauxbatons

No século primeiro, por volta do ano 80, os romanos invadem definitivamente a Bretanha, numa época em que a bruxaria se resumia em magia Elemental, obrigando uma pequena comunidade bruxa a procurar um refúgio, longe dos olhos de Roma. Esse grupo, formado unicamente por sacerdotisas da antiga sabedoria, é guiado por uma mulher chamada Caillean, que viria a fundar Avalon, sendo a primeira grande sacerdotisa. Avalon era um local privilegiado, uma ilha com localização desconhecida para a grande maioria dos humanos comuns, que concentrava uma grande quantidade de magia. A princípio a ilha não era protegida por nenhum tipo de feitiço contra trouxas, simplesmente porque era um local desconhecido. Porém, com a chegada do cristianismo na Bretanha e com as constantes guerras, as sacerdotisas optaram por invocar as Brumas para que a ilha permanecesse fora de olhares curiosos, mantendo assim o sigilo da magia.


A Espada

Além das sacerdotisas, os únicos que tinham acesso à ilha eram os druidas, ou pelo menos aqueles de maior importância. Com a evolução da magia começaram a surgir artefatos mágicos. O auge destas criações foi a Espada Excalibur, forjada pelos druidas, conferindo liderança a quem a possuísse, tendo o poder de identificar um grande e verdadeiro líder. Nesta época, era comum haverem festivais à Grande Deusa. Eram nessas festas que as sacerdotisas tinham contato com os homens, bruxos ou não, nascendo, por vezes, filhos dessas relações. Desta forma a comunidade bruxa cresceu na ilha. Morgana, a grande sacerdotisa da época, criou uma bainha Mágica destinada ao Rei Arthur, seu irmão, com o intuito de proteger o sangue real e a sua linhagem. A bainha conferia ao Rei proteção, de forma a que, se fosse ferido, não perdesse sangue. Porém Arthur não cumpriu seu acordo com Avalon – de reinar para todos e não se deixar influenciar pela Igreja –, portanto Morgana retira a proteção da bainha e ele acaba por falecer nas mãos do próprio filho. Com a morte do Rei, a bainha voltaria para Avalon, junto com a Espada Excalibur.


A Guerra

Com a devolução das relíquias para Avalon, os druidas, por terem ajudado na confecção das mesmas, se viram no direito de obter parte do poder. Eram, ao todo, 5 objetos de maior importância. Um Livro poderoso de magia, possuidor de textos escritos por vários bruxos através dos tempos, e compilado por Caillean; a Balança da Justiça, herdada dos gregos; o Anel do Poder; a Espada Excalibur e, por fim, a Bainha Mágica. Estava decidido que as sacerdotisas ficariam com o Livro e a Balança da Justiça, enquanto que os druidas tomariam posse do Anel do Poder e da Espada. Porém as sacerdotisas não imaginaram que a Bainha entraria na divisão, por ter sido totalmente confeccionada por elas. Os druidas exigiram a posse da Bainha Mágica já que sem ela a espada não teria seu poder total. Foi assim que começou uma disputa que durou dois séculos, até que Avalon, perdeu sua força e cultura, não podendo mais proteger o segredo da magia e seus objetos. Os bruxos se dispersaram até que a magia envolvente na ilha, e a filosofia contida na mesma, abandonaram o lugar, desaparecendo com a bainha e transformando a ilha num local comum e mudando o centro de magia para outro lugar, uma ilha algures no mundo, que posteriormente viria a se chamar Beauxbatons.


A Ilha de Beauxbatons

Por anos essa ilha esteve perdida algures no Mar Mediterrâneo, ao sul da França. As Brumas a envolviam, não permitindo que qualquer ser humano a avistasse; porém ela poderia ser encontrada por acidente e foi isso que aconteceu no ano de 1347...

Ano de 1346, guerra entre França e Inglaterra. Nessa época, um jovem intrépido, Jean Beauxbatons, que gastava todo o dinheiro que conseguia em vinho, mulheres e apostas, fez história: na noite de 7 de Agosto de 1347, partiu numa nau junto com outros tripulantes, em meio à guerra entre a França e Inglaterra. Pegos por uma tempestade a nau se afundou no mar escuro daquela noite. O corpo de Jean, ainda vivo, deu às costas de uma ilha desconhecida. Por ser bruxo, fora o único sobrevivente no naufrágio. Por muito tempo viveu sozinho nessa ilha, descobrindo algumas ruínas de outra época, fortalecendo sua magia naquele local e nas brumas que envolviam a ilha, como se pensasse e agisse por conta própria.

Jean acabou por construir um pequeno castelo, fazendo uso de sua habilidade tanto física como mágica. Esteve tanto tempo sozinho que se esquecera do que era uma companhia humana e quando, vinte anos mais tarde, um navio – também atingido por uma tempestade – deu à costa da ilha, Jean teve dificuldades em estabelecer contato, apesar desse ter sido seu maior desejo em todos aqueles anos de solidão. Nessa altura as brumas não eram tão fortes como antes. Parecia que a ilha desejava contato com o mundo lá fora, assim como Jean Beauxbatons. Jean acabou falecendo alguns anos mais tarde, sem herdeiros, vendo sua ilha receber seu nome enquanto pessoas – tanto bruxas como trouxas – chegavam à ilha, vindas maioritariamente da França, os trouxas fugindo da inquisição e os bruxos buscando um local mais tranqüilo.


A fundação da Escola de Magia de Beauxbatons

Cem anos se passaram desde a morte de Jean Beauxbatons. Um vilarejo se formou na ilha, tendo como nome Vila das Pedras, que mais tarde viria a ser acrescentado “Vivas”.

Logo o rei da França se interessou pela ilha, e mandou membros do clero para a mesma – o que fez com que muitos bruxos e trouxas fossem para a fogueira, sendo que apenas os segundos morriam devido às chamas. Algumas delas eram especiais para matar bruxos, por rixas antigas e novas, heranças e afins. Guerra entre famílias. Depois, em 1480 a ilha é assolada por uma epidemia desconhecida que mata grande parte da sua população. A grande maioria dos poucos que ficam é bruxa. Tudo decorre na normalidade por mais 20 anos até que o Ministro francês, Lois Zinedi recém eleito ao cargo, influenciado por uma jovem e manipuladora bruxa chamada Amandine Feullière e por Bernard Huntington – um jovem cheio de energia e boas intenções - convencem o ministro de que seria melhor mudarem o centro de Bruxaria Parisiense – a escola bruxa da França da época – para a ilha de Beauxbatons, um local mais seguro para os jovens aprendizes. Tendo se agradado com esta idéia, Lois convocou outros dois grandes nomes do mundo da magia: a séria e justa Artèmise Mandeville, perita em transfiguração, e o sábio Gaspard Levesque.

A Escola de Magia e Bruxaria foi inaugurada em 1501, sendo a ilha protegida por feitiços poderosos que impediam qualquer trouxa de se aproximar da mesma. Garotos e garotas de toda a parte vieram para Beauxbatons. Cada fundador prezava uma virtude. Enquanto a centrada Artemise – chefe da Juste - prezava a justiça e a compaixão, Amandine (Persévérer) era do tipo que lutava pelo que queria, custasse o que custasse, valorizando a perseverança de cada um. Bernard (Noble) fazia o estilo do garoto que nunca cresce, gostando de diversão e desafios. Já Gaspard (Sage) preferia a tranqüilidade de seus livros e pesquisas, falando só quando necessário.

A paixão por pesquisas juntou, temporariamente, Gaspard e Amandine, e, quando ele contraiu doença Draconiana, acabou por infectá-la, e os dois morreram em 1520, sendo enterrados no cemitério em Beauxbatons. A doença se espalhou, como uma epidemia, e a escola fechou. Bernard acabou por ser chamado pelo ministro da magia da França, caindo numa armadilha de jogos de interesse, e acabou sendo morto pela suposta Inquisição – sim, a parte da Inquisição que era controlada por bruxos da elite. Abalada, Artemise entrou em grande depressão e regressou para a França, se resguardando numa isolada vila do interior – acabou por se suicidar, tomando veneno enquanto via o pôr do sol.

No século XVII, a pirataria era comum, e a ilha sofreu com a vinda de bruxos e trouxas, piratas, ladrões e prostitutas, sem caráter, com direito a tesouros enterrados, inclusive. Mas em 1613, sob o comando do ministro da magia francês Victor Cousteau, os habitantes pouco dignos da ilha de Beauxbatons são retirados da mesma. Ao longo de uma década acabou-se com a pirataria do local e foi levada gente de bem para Beauxbatons, todos de família bruxa. Finalmente, em 1623, Victor restaura a proteção da ilha e reabre a Escola de Magia e Bruxaria Francesa – e assim renascia a Escola de Magia e Bruxaria de Beauxbatons.

Seguiu-se então uma sucessão de bruxos e bruxas de grande importância. Todos estes entraram para os anais de Beauxbatons como professores, alunos ou meros moradores. Seria impossível contar, de forma resumida, cada década, falar de cada professor, de cada aluno que por esse castelo passou em seus pouco mais de 500 anos de existência. Por mais de uma vez a Escola esteve prestes a cair em mãos erradas. Esteve sob o domínio de diretores e diretoras corruptos e bruxos que mais tarde mostrar-se-iam membros das Trevas. Passou por fases conturbadas, mas até hoje sobreviveu. Eis a Escola de Magia e Bruxaria Francesa!


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